Red-winged - Aprosmictus j. jonquillaceus

 


Andam aos pares ou em grupos pequenos, é principalmente visto durante o vôo, não é tímido e permite aproximação.
Fonte: parrotsplace


 

Espécie:  Aprosmictus j. jonquillaceus


Aprosmictus j. jonquillaceus (Vieillot 1818)
Inglês: Timor Red-winged Parrot
Português: Red-winged
Distribuição: Ilha do Timor, Indonésia.
Descrição: Sua plumagem em geral é um verde amarelado bem vivo, as costas são verdes com uma cor azulada bem leve, a parte mais baixa das costas e a anca são azuis brilhantes, a dobra da asa é azul, a parte mediana da asa é amarelada com verde claro, a parte mais baixa é vermelha e o resto da asa é verde, à parte de cima do rabo é verde com as pontas amarelas esverdeadas, o lado inferior do rabo é cinza escuro com as pontas amarelas, o bico é laranja com a ponta amarela, sua íris é laranja e seus pés são cinzas.
Comprimento: 35 cm.
 Sub-espécies:
Aprosmictus j. wetterensis


Aprosmictus j. wetterensis (Salvadori 1891)
Inglês: Wetar Red-winged Parrot
Português: Red-winged Wetar
Distribuição: Ilha Wetar, Indonésia.
Descrição: Semelhante ao jonquillaceus, mas tem menos vermelho e menos amarelo nas asas e é ligeiramente menor em tamanho.
Comprimento: 34 cm.
Hábitat: Florestas primárias e secundárias, bosques de savanas a 2.600m.
Status: De um modo geral é comum, chega a ser numeroso em algumas localidades.
Hábitos: Andam aos pares ou em grupos pequenos, é principalmente visto durante o vôo, não é tímido e permite aproximação. Vive normalmente nas árvores e só vai ao solo para beber, seu vôo é bem característico, pois é flutuante, ligeiramente irregular e com batidas fortes de asa. Seu grito que se repete três a quatro vezes durante o vôo, tem um som metálico e é bem alto.
Características: Os Red Wingeds do Timor que tem elegantes proporções e maravilhosas cores, pertencem à subfamília Aprosmictus, a qual faz parte da família dos Psitacídeos. Eles compreendem 02 espécies dentro de aproximadamente 04 subespécies.
Costumam ser quietos, mas na primavera e no outono ficam mais barulhentos, são bastantes ativos e fortes, gostam de tomar banho e muito raramente roem madeira, mas mesmo assim é importante ter sempre galhos verdes no recinto. Tem tendência à obesidade, logo é importante uma dieta balanceada.
Dimorfismo:
Jonquillaceus: As fêmeas tem cor azulada nas costas, a dobra da asa é verde e a íris é ligeiramente mais escura.
Wetterensis: As fêmeas são semelhantes a jonquillaceus, mas a asa tem um verde mais escuro.
Dieta natural: Comem frutas, bagas, brotos, nozes, sementes, vegetais, flores, néctar, insetos e suas larvas.
Alimentação: Basicamente sementes (alpiste, girassol e aveia em pequenas quantidades, milho alvo de diversos tipos e etc.), porém é importante para uma alimentação balanceada que também comam verduras, legumes e frutas (a maçã em especial é de suma importância para a lubrificação do trato intestinal), gostam muito de cenoura, amendoim, maçã, jiló e milho verde.
Período de reprodução: De agosto a novembro, sendo setembro o mês principal.
Reprodução: Não é fácil de ser alcançada, o casal deve ser harmonioso. A melhor maneira de se obter isso é juntá-los quando ainda filhotes. Deve ser mantido apenas um casal por viveiro e sem nenhuma espécie semelhante em viveiros vizinhos, para que se obtenha bons resultados. Os machos podem ser agressivos com as fêmeas neste período e muitas das vezes precisam ser retirados do recinto. Alguns casais totalmente inexperientes poderão matar o seu primeiro filhote logo após a eclosão ou não saberem alimentá-lo. Dê-lhes uma segunda chance, pois precisam de uma oportunidade para aprender. Só a fêmea choca, deixa o ninho apenas para se alimentar ou ser alimentada pelo macho em breves períodos na manhã e ao entardecer, mas o macho se mantém bem próximo ao ninho. Importante variar bastante a alimentação para que os filhotes tenham um bom crescimento.
Amadurecimento sexual: 02 a 03 anos.
Idade reprodutiva: Acredita-se que possa viver em cativeiro, com os devidos cuidados entre 20 e 30 anos e que consiga reproduzir até os 15 anos ou mais.
Quantidade de ovos: Postura de 03 a 05, que poderão estar infecundos ou os filhotes morrerem dentro do ovo, podem fazer até duas posturas por ano, mas é raro. Ovo mede aproximadamente 31,5 x 25,9 mm.
Ninhos: Na natureza preferem árvores de eucalipto ao longo de cursos de água e o ninho costuma ser muito fundo chegando às vezes a 10 m. Aceitam muitos tipos de ninhos e em várias posições e costumam forrá-los com pedaços pequenos de madeira que estejam se deteriorando. Troncos de árvores ocas, caixas de madeira são os mais utilizados. De um modo geral usa-se ninhos verticais. Se o fundo do ninho ficar muito úmido é quase certo os pais começarem a arrancar penas dos filhotes, devendo-se, portanto mantê-lo bem seco. Pode-se forrá-lo com serragem ou areia, sendo a areia mais fácil de se trabalhar. O abandono do ninho pelos pais é menos comum quando já existem crias, mas se a fêmea não está acostumada à inspeção do ninho, pode entrar em pânico e bicar os filhotes.


Tempo de incubação: 20 dias.

Temperatura de incubação: 37,5º C.

Umidade: 60 a 65%.
Filhotes: Os filhotes são semelhantes às fêmeas adultas, mas a íris é escura. A plumagem de adulto é adquirida aos 18 meses. Se ficar muito frio não terá força para levantar a cabeça e conseqüentemente não conseguirá se alimentar e mesmo que a mãe tente aquecê-lo ele morrerá. Logo, é interessante que em lugares de clima frio se use serragem como forro para o ninho enquanto que para lugares de clima quente use-se areia. Saem do ninho após 05 semanas e depois levam um bom tempo ainda sendo alimentados pelos pais. Para que fique manso (pet), é preciso retirá-lo do ninho com 15 a 20 dias e tratá-lo na mão. Se destinados à reprodução é interessante que sejam apresentados a outros jovens da mesma espécie, pois se forem isolados por muito tempo do contato com sua própria espécie, podem simplesmente não reconhecê-los como par. O pássaro criado em cativeiro, de preferência manso, reproduz mais rápido do que o selvagem.
Viveiros: Não existe um tamanho padrão de viveiro, mas como essas aves odeiam áreas claras e abertas, eles deverão ser bem grandes e bem arborizados para que se tenha um ambiente semelhante a do interior de florestas. Os poleiros devem ser grossos para desgaste das unhas. Importante saber que os viveiros deverão ter tela galvanizada e fios arredondados para evitar que destruam as penas e 40 a 50% de área coberta, para proteger os ninhos e as aves, do frio, do sol e da chuva. Além disso, os viveiros devem estar em locais onde estejam protegidos de ventos frios por paredes, cercas vivas, quebra ventos e de forma a receber o sol da manhã.
Tamanho da anilha: 07 mm.
Fezes: Pastosas. Líquidas ou brancas pode significar algum tipo de doença.