Canários mosaicos


"...O fator mosaico, gera polêmica quanto sua origem e em que cromossomo ele se situa. Na verdade o fator mosaico não se manifesta logo quanto os filhotes nascem, e sim, somente após a primeira muda de penas, onde as zonas coloridas pelo lipocromo são mais expressivas nos machos do que nas fêmeas, hoje são aprovados os canários com zonas lipocrômicas de menor extensão e bem definidas..."
Fonte: Júlio César Garcia

 

Mosaicos

 

O fator mosaico, gera polêmica quanto sua origem e em que cromossomo ele se situa. Na verdade o fator mosaico não se manifesta logo quanto os filhotes nascem, e sim, somente após a primeira muda de penas, onde as zonas coloridas pelo lipocromo são mais expressivas nos machos do que nas fêmeas, hoje são aprovados os canários com zonas lipocrômicas de menor extensão e bem definidas. 

Este fator é aceito tanto na linha clara como na linha escura, esta última mais difundida atualmente. Admiti-se que o fator mosaico seja resultante da ação de mais de um gene, porém, um gene autossomal é considerado o principal responsável pela fixação do lipocromo nas zonas índice, isto é, zonas onde após a primeira muda permanece o lipocromo. 

Quando há dimorfismo sexual, entre a extensão das zonas índice entre os machos e as fêmeas, os padrões para os dois sexos são diferentes. Por este motivo são julgados em separados. Estes padrões no, entanto, não são idênticos em todos os países. 

Os padrões para os mosaicos aceitos pela Ordem Brasileira de Juízes de Ornitologia (OBJO) são: 



Machos: Máscara facial ocupa a região do bico passando pelos olhos. Olando de frente devemos ver um anel ao redor do bico. Olahndo lateralmente, devemos ver uma “triângulo” com vértices na testa, região posterior ao olho e região um pouco inferior ao bico. 

Encontros deve aparecer uma nítida marcação de lipocromo cobrindo os ombros e se estendendo levemente até as remiges. 

Uropígio deve apresentar uma nítida marcação de lipocromo e ser bem delimitado, não devendo se estender para nenhuma outra região. 

Peito deve apresentar pouca quantidade de lipocromo porém de cor intensa, restrito a área de um pequeno triângulo, nitidamente separado da máscara facialde cor intensa, ininterrupta, bem delimitada e bem destacada do peito.

Principais Defeitos: Máscara interrompida e pouco nítida. Zonas de marcação mal delimitadas. Nevação nas zonas de eleição lipocrômica. Pouca expressão do lipocromo nas zonas de eleições. Máscara facial dividida na testa, presença de branco na região facial próxima ao bico.

 

Fêmeas: Linha dos olhos o lipocromo deve manifestar-se apenas como uma linha horizontal na altura dos olhos. Esta deve ser curta, bem delimitada e nítida, não devendo estender-se nem para a região superior do bico nem em direção à nuca.

Encontros Marcação lipocrômica nítida e intensa, com áreade atuação menor que a dos machos. 

Uropígio deve apresentar lipocromo intenso e bem delimitado, não devendo se estender para nenhuma outra região do corpo. 

Peito Ausência de lipocromo, torelando-se traços leves do mesmo. 

Principais Defeitos: Lipocromo aparecendo a testa e sobre o dorso. Presença de máscara lipocrômica. Ausência de marcação nos olhos. Peito com excesso de lipocromo. Cor inexistente ou com nevação.


Gene mo é responsável pelo surgimento do padrão mosaico quando ocorre em dose dupla e é recessivo em relação ao seu alelo MO que bloqueia o aparecimento do padrão. Assim, os genótipos possíveis são: 

Mosaico: mo mo

Portador de mosaico: MO mo

Não mosaico: MO MO