A Ave do Amor

 


Este pássaro é conhecido popularmente como Agapornis ou pássaro do amor. Isto porque o casal vive em clima de lua-de-mel o tempo todo, com muitas beijocas e carinhos.

Fonte: Pet Friends


 

A Ave do Amor 

 

Este pássaro é conhecido popularmente como Agapornis ou pássaro do amor. Isto porque o casal vive em clima de lua-de-mel o tempo todo, com muitas beijocas e carinhos. Ele adora ficar no ombro do dono, gostando de carinho, mas precisa ser acostumada desde pequena. O Agapornis encanta pelo seu jeito calmo e pelas cores exuberantes, com mais de 40 tipos de colorações diferentes.

Existem várias espécies de Agapornis como Agapornis roseicollis,  A. nigrigenis, A. taranta,  A. personata, A. cana, A. swinderniana, A. lilianae, A. fischeri e A. pullaria. A única espécie que não é criada pelo homem é A. swinderniana, que não se adapta em cativeiro. Das outras oito, conhecemos várias mutações, que oferecem um colorido ímpar.

A espécie Roseicolis, é a mais comum de todas. O Roseicolis mede em torno de 15 a 17 centímetros de comprimento. O peso aproximado do macho é de 45 g e da fêmea um pouco maior, podendo atingir até 50 g.

O Agapornis se alimenta de sementes, cârtamo, pirila, aveia, farinhada e legumes. É um pássaro pequeno, seu tamanho varia entre 13 e 17cm. Vive de 10 a 15 anos e se reproduz com relativa facilidade em cativeiro no período de março a novembro. Sua postura é de cinco a sete ovos.  

O melhor ambiente para o Agapornis é um bem sossegado, de preferência com sol pela manhã. É importante que sejam manejados sempre, para que se habituem à presença do dono, principalmente na época reprodutiva. Isto para que a fêmea não abandone o choco caso alguém precise mexer no ninho.  

É um pássaro da família dos Psitacídeos, a mesma das araras e dos papagaios. Por pertencer a essa família, é um pássaro bem "barulhento". Não é um pássaro falante, como Araras, Cacatuas e Papagaios, mas aprende a balbuciar algumas palavras curtas e sons humanos. Anda pela gaiola o dia todo, fazendo peripécias.  

A fidelidade entre o casal não é apenas uma constante entre os Agapornis, mas entre todos os Psittacídeos. Este comportamento fica bem evidenciado na espécie A. cana, onde um imita o comportamento do outro o dia todo. 

O dimorfismo sexual nos Agapornis é relativamente difícil. À exceção de A. cana, A. pullaria, A. taranta, que oferecem um dimorfismo seguro, as demais espécies só podem ser sexadas observando-se o espaçamento entre os ossos pélvicos: no macho, os ossos encontram-se bem unidos. Nas fêmeas, os ossos oferecem um espaçamento tal que conseguimos colocar nosso dedo indicador entre eles. Mas infelizmente esse método tem uma eficácia que não ultrapassa 30%.

O que torna ainda mais difícil a sexagem é que machos convivem bem entre si, assim como fêmeas. Esse comportamento pode nos enganar! Colocando dois pássaros na gaiola, você pode ter por base o seguinte: se há a feitura do
ninho mas a suposta fêmea não botar, pode se tratar de um macho. Mas o mais provável neste caso é que o ninho não seja confeccionado.
Mas atenção: podemos ter aqui dois casos. Primeiro, uma fêmea estéril; segundo, um macho experiente que confeccione bem o ninho. Se você notar que há postura de muitos ovos num certo período de tempo, então provavelmente se trate de duas fêmeas. Estas põe um ovo por dia.

Uma gaiola com dimensões aproximadas de 70x30x40 e um ninho de 20x17x17 servem bem ao nosso propósito. Se deixarmos os pássaros em ambiente comunitário, teremos dois problemas: a formação de casais indesejados e disputas pelo mesmo ninho. Não é necessário que os ovos sejam separados, a fim de eclodirem simultaneamente. 

Origem e História

Como todos os Agapornis são originários da África, vivem numa vasta região na costa oeste (costa ocidental) da África do Sul, chegando a aparecer até na Namíbia, entre vegetações de pequenos arvoredos abertos e secos, e em montanhas com até 1600 metros.

Segundo alguns pesquisadores e autores literários, o Agapornis foi descoberto em 1793, porém, somente em torno de 1860, foi trazido para a Europa por Hangenbeck, na sua cor selvagem verde, tornando-se então, um dos papagaios mais conhecidos do mundo.

Agapornis vem do grego e quer dizer "Pássaro do Amor", pois segundo uma lenda, estes pássaros formam casais inseparáveis e na morte de um deles, o outro não se acasala mais. Na realidade, a criação destes pássaros nos mostra que isto não passa de uma lenda, porque vários casais podem ser trocados sem problemas, muitas vezes visando um melhor porte ou padrão de cores.