História e Características do Curió


O curió cujo nome científico é Oryzoborus é originário da América do Sul e América Central, pode ( ou poderia ) ser encontrado em toda costa brasileira
Fonte: internet
 

O curió cujo nome científico é Oryzoborus é originário da América do Sul e América Central, pode ( ou poderia ) ser encontrado em toda costa brasileira

O nome Curió na língua tupi guarani significa "Amigo do Homem", pois este pássaro gostava de viver perto da aldeia dos índios. Esta característica de se aproximar do ser humano, a sua elegância, a enorme capacidade de disputar pelo canto quem é o dominador do território, e a enorme qualidade de seu canto, fez com que o homem procurasse cada vez mais domesticar estas aves .

Pôr mais que a sociedade acredite que a ação dos passarinheiros em caçar estas aves tenha sido a razão pelo seu desaparecimento na natureza, o que realmente aniquilou e vem aniquilando inumares aves são OS DESMATAMENTOS DESENFREADOS, APOLUIÇÃO DE RIOS E LAGOAS , E A AÇÃO DE AGROTOXICOS PRESENTES NAS PLANTAÇÕES.

 

Tamanho: 13 cm.
Características do corpo: O macho é inconfundível, sendo totalmente negro com o ventre castanho e o encontro e lado inferior das asas brancos, pode possuir ou não um espéculo branco que, outrossim, varia muito de tamanho. Bico, tanto no macho como na femêa e imaturo, negro, de cúlmen reto e de tamanho muito variável. Femêa e jovens pardos sem espéculo sendo reconhecíveis pela aparência geral.

Voz:

É atualmente o pássaro canoro mais cobiçado do país. Chamada = "djüp", "djäp". O canto consiste em uma estrofe melodiosa e fluente, destacando-se pelo chamado "assovio" ou "canto corrido", que é uma escala musical descendente de assovios sonoros bem fortes compondo uma vocalização única entre os pássaros brasileiros. Nesta espécie evoluíram, no habitat natural, diversos tipos de dialetos. As variações do canto são classificadas pelos passarinheiros por designações geralmente onomatopéicas (por exemplo, "viví-tetéo", "vovô-víu") ou ligados à procedência ("paracambi", que é uma cidade do estado do rio de Janeiro). Os curiós mais apreciados são aqueles que não "racham" o canto (isto é, não interrompem a sequência melodiosa e fluente com  chilreados), e os que repetem o "assovio", pode haver sequências de 6, 10, 13 ou mais repetições em um único canto. Há muitos entusiastas que se dedicam a esta matéria existindo diversos "clubes de curió"; são organizados torneios onde o critério classificatório dá-se por intermédio do número de pontos, sendo o vencedor o que entoou um maior número de cantos em um espaço de tempo predeterminado.
Alimentação: É granívoro por excelência, mas na alimentação dos filhotes, os artropódes são bastante utilizados. Entre as sementes mais cobiçadas pelos curiós, estão as da tiririca (Cyperus rotundus) e da navalha-de-macaco (Hypolitrus schraderianum).
Reprodução: Durante a reprodução vivem estritamente aos casais, sendo extremamente fiéis a um território, que o macho defende energicamente contra a aproximação de outros machos de sua espécie. O período de incubação dos ovos varia de 12 a 14 dias.
Habitat: Vivem à beira da mata e brejos, na procura de sementes, penetra também dentro da mata.
Distribuição geográfica: Ocorre do México à Bolívia, Paraguai e Argentina e em todo o Brasil.

Outros dados:

A subespécie setentrional Oryzoborus angolensis torridus ( o "curió-do-norte") ainda é comum distinguindo-se da anterior pelo bico menos grosso e cauda mais curta. Podemos encontrar exemplares totalmente negros apenas com o lado inferior das asas e espéculo brancos. A designação específica angolensis se explica por erro de procedência do primeiro indivíduo conhecido da espécie (designado como oriundo da Angola) classificado por Linnaeus em 1766. É confortante verificar que o curió, expande sua área en certos locais em consequência do plantio de gramíneas. Caso sejam bem tratados em cativeiro, pode chegar a viver em ótimo estado por 22 anos.