Criação de Pintassilgos Major


"...São aves que pertencem à fauna europeia, sensivelmente maiores do que os pintassilgos comuns – 15, 15,5cm e que dispõe de uma variedade genética, que implica algumas mutações..."
Fonte: Topazio
 
Criação de Pintassilgos major
 
        Estas aves são aves cuja alimentação difere dos canários. São aves que pertencem à fauna europeia, sensivelmente maiores do que os pintassilgos comuns – 15, 15,5cm e que dispõe de uma variedade genética, que implica algumas mutações. Assim quando se
pretende acasalar estas aves dever-se-á ter em conta diversos factores, nomeadamente a sua mutação.
        Para tal é crucial conhecer bem as diferentes mutações do pintassilgo major, bem como conhecer o seu genótipo e saber qual o resultado dos diversos cruzamentos entre si. É importante realçar que os cruzamentos deverão ser efectuados entre pintassilgos major e nunca pintassilgo major com pintassilgo comum.
        Assim a título de exemplo sabemos que se juntarmos um pintassilgo major pastel com um pintassilgo major ancestral, e uma vez que a mutação pastel é ligada ao sexo, o resultado será 50% de machos portadores de pastel e 50% de fêmeas pastel. É deveras importante conhecer as leis de Mendel para que se possa trabalhar estas aves.
        Uma vez escolhidos os casais o macho deve, a partir do mês de Janeiro, estar na gaiola, a qual se dará a criação. Finais de Janeiro junta-se a fêmea. Exalto que as melhores gaiolas de criação possuem 1 m de comprimento * 1,5m de fundo * 2 m de altura. Estas voadeiras são as utilizadas na Bélgica permitindo resultados óptimos. Contudo voadeiras com 1m de comprimento * 50 fundo * 50 de altura, também permitem bons resultados na criação. Contudo a atenção por parte do criador deverá ser redobrada em relação ao macho, justamente pela sua necessidade de território, que poderá vir influenciar a fêmea no choco e arrasar os ovos no ninho.             Existem duas formas para contornar esta situação, a saber: Ou se retira o macho, no caso das voadeiras com 1m de compriment  * 50 fundo * 50 de altura e se coloca o mesmo dentro de uma outra gaiola pendurada do lado de fora da voadeira. Ou então faz-se como os criadores belgas que colocam o macho dentro de uma gaiola menor, que por sua vez está dentro das voadeiras com 1 m de comprimento * 1,5m de fundo * 2 m de altura, permitindo que a fêmea não seja importunada pela agressividade do macho e ao mesmo tempo posteriormente aquando da saída dos pequenos pássaros, este alimentá-los automaticamente.
        Uma vez os casais distribuídos pelas respectivas áreas de criação é tempo de preparálos, nomeadamente prevenir a coccosidiose e fornecer vitamina para os tornar mais fértis, aliás complemento que existe em grande variedade nas lojas de animais.
        Concomitantemente deverá ser preparado o ninho – condição fulcral – sendo que este deverá ser colocado em sítio alto, o qual deverá ser revestido por folhas ou plástico que venham dar um ambiente natural, pois não nos podemos esquecer o passado ancestral destas aves.
        O mesmo deverá ser colocado nos finais de Março princípios de Abril A fêmea demora 13 a 15 dias a incubar os ovos sendo que depois saem os novos passarinhos. Para os pintassilgos major é possível fazer-se 3 criações por ano.
        Por fim, sendo que será matéria para um outro artigo, a alimentação destas aves na fase de criação deverá ter pressupostos específicos, os quais abordarei num outro artigo.